29/07/2018 - 08:00 - 09:50 COC29m - Saúde mental de grupos específicos/ Suicídio |
25464 - FATORES ASSOCIADOS À INSÔNIA EM ADOLESCENTES RURAIS QUILOMBOLAS E NÃO QUILOMBOLAS DE UM MUNICÍPIO BAIANO PAULA JUNQUEIRA MOTA - IMS/ UFBA, ANNE SANTOS DA COSTA - IMS/ UFBA, ÍCARO GARCIA VIANA - IMS/ UFBA, ETNA KALIANE PEREIRA DA SILVA - UFMG, DANIELLE SOUTO DE MEDEIROS - IMS/ UFBA, VANESSA DE MORAES BEZERRA - IMS /UFBA
Apresentação/Introdução A adolescência é uma fase da vida marcada por profundas transformações, entre as quais se destacam mudanças no padrão de sono, o que pode prejudicar o desenvolvimento de atividades diárias. A maioria dos estudos feitos no Brasil sobre distúrbios de sono é realizado em regiões urbanas e em adultos, havendo a necessidade de uma abordagem desta questão na adolescência em ambientes rurais.
Objetivos Estimar a prevalência da insônia em adolescentes rurais quilombolas e não quilombolas de um município baiano e identificar os fatores sociodemográficos, sociais e hábitos de vida associados.
Metodologia Estudo transversal, de base populacional e abordagem domiciliar, realizado em 2015, baseado na aplicação de um questionário semiestruturado, com 390 adolescentes rurais, 167 quilombolas e 223 não quilombolas de um município do sudoeste baiano. A presença da insônia foi considerada quando os adolescentes relataram dificuldade para dormir na maioria das vezes e sempre, dos adolescentes. As diferenças entre as proporções foram testadas com a distribuição qui-quadrado de Pearson. Na análise multivariada foi utilizada a regressão de Poisson robusta apresentando razão de prevalência (RP) e seu intervalo de confiança 95%.
Resultados A dificuldade para dormir na maioria das vezes ou sempre foi relatada por 8,2% dos adolescentes, 10,8% entre os quilombolas e 6,3% entre os não quilombolas. Após ajustes, os seguintes fatores associaram-se à insônia: ter 15 anos de idade e mais (RP= 3,2, IC95%: 1,5 – 6,9) e sentir-se sozinho na maioria das vezes e sempre (RP= 3,3, IC95% 1,7 – 6,7). Entre os quilombolas, associaram-se à insônia ter 15 anos de idade e mais (RP= 4,6, IC95%: 1,4 – 15,1) e sentir-se sozinho na maioria das vezes e sempre (RP= 2,6, IC95% 1,1 – 6,0), já entre não quilombolas somente sentir-se sozinho na maioria das vezes e sempre (RP= 6,2, IC95% 1,8 – 21,6) se associou à insônia.
Conclusões/Considerações Os achados sugerem fragilidades nas políticas de saúde direcionadas a adolescência, tendo em vista as necessidades peculiares especialmente dos adolescentes rurais e os quilombolas. Ademais, é importante considerar o papel da família, da escola e das comunidades na consolidação de ações de prevenção e promoção da saúde dos adolescentes.
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