Comunicações Orais Curtas

29/07/2018 - 08:00 - 09:50
COC29m - Saúde mental de grupos específicos/ Suicídio

25819 - MULHERES COM HISTÓRIA DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E COMPORTAMENTO SUICIDA: REPERCUSSÕES DO (NÃO) CUIDADO NA REDE DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL
LÍVIA SOARES SANTOS - UFBA, CÍNTIA MESQUITA CORREIA - UFBA, NADIRLENE PEREIRA GOMES - UFBA, ISABELA CAROLYNE SENA DE ANDRADE - UFBA, MAÍRA CERQUEIRA DE OLIVEIRA - NEPS/CIAVE, SORAYA CARVALHO CARNEIRO RIGO - NEPS/CIAVE, KAMYLLA SANTOS DA CUNHA - UFSC


Apresentação/Introdução
A complexidade da associação entre a violência doméstica e o comportamento suicida nos incita em direção à compreensão do cuidado às pessoas que experienciam esses eventos. Nessa perspectiva, as histórias de violência doméstica, geralmente em silêncio e/ou escondidas dos olhares públicos, desvelam o adoecimento das mulheres, a exemplo do comportamento suicida.


Objetivos
Descrever as repercussões do (não) cuidado às mulheres com história de violência doméstica e comportamento suicida atendidas em serviços da Rede de Atenção Psicossocial.


Metodologia
Pesquisa de Iniciação Científica, com abordagem qualitativa, exploratório-descritiva, vinculada ao projeto de tese intitulado Mulheres com História de Violência Doméstica e Comportamento Suicida: modelo de cuidado fundamentado na Grounded Theory, aprovado sob protocolo nº 1.813.544. Realizada no Núcleo de Estudo e Prevenção do Suicídio/Centro de Informação Antiveneno, em Salvador, Bahia, através de entrevistas semiestruturadas, no período de maio a novembro de 2017. Participaram 15 mulheres com história de violência doméstica e comportamento suicida, com idade maior ou igual a dezoito anos, em acompanhamento psicológico, psiquiátrico, de terapia ocupacional e/ou de enfermagem no NEPS.


Resultados
As repercussões do cuidado – ou do não cuidado – que as mulheres receberam na RAPS quando buscaram ajuda em decorrência do comportamento suicida emergiram a partir das subcategorias, a saber: Atentando-se para sinais de introspecção, desmotivação e desesperança diante o não cuidado; Acreditando que o não cuidado vulnerabiliza para novas tentativas de suicídio; Percebendo o acolhimento e o vínculo como práticas que favorecem o cuidado em saúde; Acreditando ser capaz de dar novos sentidos à vida com o cuidado recebido; Acreditando que o cuidado desperta para o cuidar de si e de outrem; Atentando-se para a redução dos pensamentos e/ou tentativas suicidas diante o cuidado.


Conclusões/Considerações
Diante das consequências do (não) cuidado, cabe ressaltar o papel fundamental dos profissionais que atuam nos espaços de saúde, em especial a área da gestão. A implementação de práticas que priorizem a integralidade, o protagonismo dos usuários e a promoção do cuidado são tarefas necessárias na Rede de Atenção Psicossocial.

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