29/07/2018 - 08:00 - 09:50 COC29m - Saúde mental de grupos específicos/ Suicídio |
26206 - RELAÇÃO ENTRE OS NÍVEIS DE CAPACIDADE FUNCIONAL E DE FUNCIONALIDADE FAMILIAR COM A DEPRESSÃO EM IDOSOS ANDRÉIA WELTER DE BARROS E SILVA - UNIVERSIDADE DE SANTA CATARINA - UNISUL, AKEMI IZUMI - UNIVERSIDADE DE SANTA CATARINA - UNISUL, GIOVANNA GRÜNEWALD VIETTA - UNIVERSIDADE DE SANTA CATARINA - UNISUL, MÁRCIA REGINA KRETZER - UNIVERSIDADE DE SANTA CATARINA - UNISUL
Apresentação/Introdução A depressão é um dos problemas de saúde mental mais prevalentes na população idosa, podendo causar importante impacto na saúde e qualidade de vida. A capacidade funcional para realização de atividades diárias e a dinâmica familiar do idoso podem estar relacionados à doença. Uma melhor compreensão e manejo desses fatores poderão contribuir com melhorias no atendimento integral à saúde do idoso.
Objetivos O objetivo deste estudo foi analisar a relação dos níveis de capacidade funcional e funcionalidade familiar com a depressão em idosos acompanhados pela Estratégia Saúde da Família, no município de Palhoça, Santa Catarina.
Metodologia Foi realizado um estudo transversal com 138 idosos de ambos os sexos, em uma Unidade Básica de Saúde. A presença de depressão, capacidade funcional para realização de atividades diárias básicas e instrumentais de vida, e a funcionalidade familiar foram avaliadas, respectivamente, pelos seguintes instrumentos: Escala de Depressão Geriátrica Abreviada, Escala de Katz, Escala de Lawton e APGAR familiar. Aspectos clínicos foram obtidos a partir de questionário elaborado pelos autores. O projeto obedece aos princípios éticos do Conselho Nacional de Saúde (CNS), Res. Nº 466/2012 (autonomia, beneficência, não maleficência, justiça e equidade).
Resultados 43,5% dos idosos apresentaram depressão (88,3% depressão leve e 11,7% severa). Os dados sociodemográficos e clínicos que apresentaram relação estatisticamente significativa com a doença foram o sexo feminino (RP=1,538; p=0,031), possuir companheiro (RP=1,580; p=0,018); presença de hipertensão arterial (RP=1,1652; p=0,024), insuficiência cardíaca (RP 1,941; p=0,001) e asma (RP 1,923; p=0,012). As avaliações da capacidade funcional para atividades básicas e instrumentais de vida diária não apresentaram diferenças estatisticamente significativas. A depressão esteve significativamente associada à funcionalidade familiar, sendo 1,969 vezes mais frequente em famílias disfuncionais (p=0,003).
Conclusões/Considerações A depressão em idosos esteve associada ao sexo feminino, possuir companheiro, doenças cardiovasculares e respiratórias e à presença de disfunção familiar. Seu manejo envolve suporte funcional e familiar adequado. A atenção ao idoso com depressão requer cuidados advindos do contexto familiar e de saúde coletiva. Compreender tais aspectos pode subsidiar o planejamento de cuidados para responder às necessidades de saúde e sociais da população idosa.
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