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25825 - SAÚDE E EDUCAÇÃO: ENCONTROS POSSÍVEIS COM A MEDIAÇÃO ESCOLAR NO PROCESSO DE INCLUSÃO DA CRIANÇA COM AUTISMO NO ENSINO REGULAR RENATA DOMINGUES GONÇALVES CAVEARI DE SOUSA - UFF, MARIA GORETTI ANDRADE RODRIGUES - UFF
Apresentação/Introdução A pesquisa aborda a questão da inclusão de crianças com autismo no ensino regular em uma cidade do interior do Estado do Rio de Janeiro, trazendo como foco principal a participação dos mediadores escolares no processo ensino e aprendizagem. Parte das experiências intensas vividas no trabalho no serviço público de saúde e dos encontros que foram possíveis de realizar neste lugar enquanto psicóloga.
Objetivos O objetivo do trabalho é a busca do rompimento da lógica dos encaminhamentos ao serviço de psicologia, pensando a partir dos conceitos de integralidade e matriciamento o fortalecimento da rede na produção do cuidado compartilhado.
Metodologia Utiliza-se a cartografia (DELEUZE & GUATTARI, 2004) enquanto viés metodológico no traçar de um plano comum para circular por territórios não familiares e vivenciar com diferentes atores momentos de intensos afetos no encontro com a estranheza. Através do método de trabalho Paideia, ou rodas de conversa realizadas com os professores mediadores proporcionando trocas, afetações e produção de sentidos outros na condução do processo de inclusão de estudantes com autismo no ensino regular, foi possível acessar desejos, histórias, discursos e práticas que se atravessam na construção de possibilidades de existir no espaço da escola que não seja condicionado pelo viés da marginalização.
Resultados Não há por parte da escola um questionamento a respeito de seus métodos, seus recursos ou estrutura para o fomento da aprendizagem, mas busca-se no cérebro e no comportamento da criança as causas para seu fracasso. Ao se pautar pelo diagnóstico, captura o estudante em um rótulo e produz subjetividades adoecidas, contribuindo cada vez mais para a segregação daquele que não se enquadra ao padrão esperado. A mediação escolar no processo de inclusão de crianças com autismo na escola regular assume papeis distintos no espaço escolar ao se constituir enquanto dispositivo de apoio. Nada é mais potente que a intervenção do professor, que sua presença aproximada com o estudante.
Conclusões/Considerações A mediação escolar, no contexto cartografado, por vezes se apresentou potente, outras um paliativo, a subordinação naturalizada do saber pedagógico aos saberes da saúde. A perspectiva de um pensamento que se expande no rompimento com uma forma de verdade instituída sobre o outro é aqui o desafio. Perceber este outro como diferente a partir de um olhar docente que acolhe é a trajetória pensada enquanto possibilidade de existência emancipadora.
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