27/07/2018 - 13:10 - 14:40 OL2 - Educação e Formação em saúde por meio de outras linguagens III |
27817 - UMA PERFORMANCE-NARRATIVA POR UM ETHOS DO CUIDADO EM SAÚDE NILCÉIA NASCIMENTO DE FIGUEIREDO - UFRJ, BRUNO PEREIRA STELET - ENSP/UFRJ, VALÉRIA FERREIRA ROMANO - UFRJ, JORGE ESTEVES TEIXEIRA JUNIOR - UFRJ, EVELIN GOMES ESPERANDIO - UFRJ, ANA PAULA BORGES CARRIJO - UFRJ, FERNANDA PEREIRA DE PAULA FREITAS - UFRJ, CESAR AUGUSTO PARO - UFRJ
Período de Realização A performance do Laboratório de Estudos em Atenção Primária à Saúde está no 4o ano de atividade.
Objeto da Experiência Narrativas escritas por alunos de Medicina e Fisioterapia foram traduzidas em performance corporal produzindo percussões entre arte e saúde.
Objetivos Exercitar outras formas de refletir o cuidado em saúde num movimento intercessor entre arte e saúde. Ademais, permitir a produção de sentidos pedagógicos para a narratividade em saúde.
Metodologia As oficinas de "Medicina Narrativa" realizadas na Iniciação Científica do Laboratório de Estudos em Atenção Primária em Saúde da UFRJ (LEAP-UFRJ) foram disparadores para produção de narrativas sobre a formação e a experiência do cuidado em saúde. Foram realizadas observações de atendimentos clínicos entre Residentes de Medicina de Família e Comunidade e seus preceptores, valorizando nuances comunicacionais da anamnese e do ato de “passar o caso”.
Resultados Tecendo intercessões entre ciência, artes plásticas e teatro físico, foi construído um texto narrativo em que clínica e arte, escrita e estética, intercedem por uma cena performática possibilitando forjar reflexões sobre o cuidado em saúde e tornar corporeidade em narração. A construção de uma reflexão performática usando o corpo, a estética e a cena engendrou outra forma de experimentar a escrita e a leitura de narrativas em saúde.
Análise Crítica A arte é utilizada como estratégia educacional na saúde, especialmente em contraponto à aprendizagem focada em conteúdo e memorização. Apostamos na “intercessão” entre arte e saúde como pedagogia anti-utilitarista. Deleuze compreende que as artes, a filosofia e a ciência podem estabelecer relações de efeito, a possibilidade de “percutir uma na outra”, produzindo interferências entre si. Interferir não significa trocar, compartilhar ou vigiar, mas interceder: “a criação são os intercessores”.
Conclusões e/ou Recomendações Tomar a arte, a saúde e a ciência como intercessores deleuzianos podem produzir efeitos reflexivos por diferentes perspectivas, criando possibilidades e linhas de fuga para se ensinar e aprender sobre ética, empatia, reflexão crítica e cuidado em saúde.
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